A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, revelou nesta quarta-feira (15) um novo acordo entre a União Europeia e a Ucrânia, que visa aumentar a produção conjunta de drones. Este passo surge em um contexto em que a UE e Kiev buscam consolidar suas defesas em face da crescente ameaça da Rússia, que envolve um conflito já prolongado por mais de quatro anos.
"O que estamos assinando hoje é o nosso próprio tratado sobre drones (…) Ele combinará a engenhosidade ucraniana com o poder industrial da Europa", afirmou Ursula von der Leyen, ao lado do presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky. A parceria pretende unir a experiência ucraniana em tecnologia de drones e a capacidade industrial da UE, criando uma sinergia para aumentar a produção e a eficácia das defesas.
Desde a invasão russa em fevereiro de 2022, a Ucrânia tem se destacado na fabricação de drones, produzindo cerca de 10 milhões de unidades anualmente, incluindo modelos com longos alcances. Zelensky expressou a intenção de dobrar essa produção, enfatizando a importância do acordo para o fortalecimento das capacidades de defesa do país.
Ursula von der Leyen ressaltou que é crucial aproveitar o conhecimento adquirido pela Ucrânia em situações reais de combate, combinando isso com a robusta infraestrutura industrial da UE. "Devemos aproveitar isso juntos (…) Temos locais de produção seguros que podem ajudar a aumentar os volumes", declarou a presidente da Comissão.
A mensagem do acordo é clara: investir na Ucrânia é também investir na segurança da Europa. Além do pacto com a União Europeia, a Ucrânia já estabeleceu tratados com países como Arábia Saudita e Catar, refletindo a sua busca por parcerias estratégicas no setor de drones, enquanto outros acordos estão sendo discutidos com Noruega, Finlândia, Alemanha e Canadá.
Nos últimos tempos, a Rússia intensificou seus ataques, utilizando mísseis balísticos que têm superado as defesas ucranianas, em parte devido à escassez de munição antiaérea. Isso levou tanto a Ucrânia quanto a seus aliados europeus a se unirem em torno de um projeto de um "escudo antiaéreo" para proteger suas fronteiras.



