No primeiro semestre de 2026, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) registrou 3.918 acidentes nas rodovias federais do Paraná, resultando em 4.280 feridos e 285 mortes. Em relação aos primeiros seis meses de 2025, houve um aumento de 7,7% no número de sinistros e de 6,4% no total de feridos, enquanto as mortes apresentaram uma redução de 5,6%.
As colisões frontais se destacaram como o tipo de acidente mais letal, contabilizando 90 mortes, o que representa 31,6% do total de óbitos. Em seguida, os atropelamentos de pedestres somaram 56 mortes, seguidos por 40 mortes em colisões traseiras. Embora esses tipos de acidentes representem menos de 10% do total de ocorrências, eles concentraram mais da metade das fatalidades registradas no período.
Os dados indicam que o trânsito na contramão e as ultrapassagens indevidas são comportamentos que aumentam a gravidade dos acidentes, especialmente aqueles que envolvem colisões frontais. Além disso, 83% das mortes ocorreram em pista seca e 69% em trechos retos, sugerindo que as condições da via não são, na maioria dos casos, o principal fator para os acidentes mais graves. A conduta dos motoristas continua a ser um elemento crucial para a segurança no trânsito.
Fernando César Oliveira, superintendente da PRF no Paraná, destacou que a maioria das mortes está associada a comportamentos inadequados, como ultrapassagens mal realizadas, velocidade excessiva, desatenção e embriaguez. Ele também enfatizou que, apesar da rigidez da legislação brasileira e dos esforços policiais na fiscalização, uma pessoa perdeu a vida a cada 15 horas nas BRs do estado durante o semestre.
Os veículos de carga mostraram uma presença significativa nos acidentes mais graves, sendo responsáveis por 50,5% das mortes, mesmo representando menos de um terço do total de acidentes. Para combater infrações que podem aumentar a gravidade das ocorrências, a PRF aplicou mais de 310 mil autuações por excesso de velocidade e registrou milhares de flagrantes de ultrapassagens proibidas, falta de cinto de segurança e direção sob efeito de álcool.
Além disso, a PRF-PR alcançou recordes em apreensões de armas e drogas, com um aumento de 304% na apreensão de fuzis e quase 800% em munições. No total, mais de 90 toneladas de entorpecentes foram retiradas de circulação, destacando-se uma alta de 9,9% nas apreensões de cocaína.



