A poucos dias da grande final da Copa do Mundo, que colocará frente a frente Argentina e Espanha, uma reportagem realizada no Mercado Municipal do Rio de Janeiro investigou quais pratos agradam mais ao paladar dos torcedores brasileiros. O repórter Rodrigo T. Ribeiro constatou que, na culinária, os cariocas preferem o prato espanhol em relação às tradicionais empanadas argentinas.
O bacalhau à espanhola, servido no Mercado, tem raízes portuguesas, mas ganhou um toque brasileiro nas mãos do chef Márcio Lopes. O prato é preparado com postas de bacalhau assadas na brasa, acompanhadas de molho de tomate com páprica, batatas, ovos, cebolas, pimentões e arroz com alho-poró. Essa opção culinária reflete a riqueza da gastronomia dos dois países finalistas, que também têm se destacado no desempenho esportivo na Copa do Mundo.
Tanto a Espanha quanto a Argentina enfrentaram adversários de peso para chegar à final, o que eleva a expectativa para o confronto. A seleção espanhola, liderada por Lamine Yamal, apresenta um time robusto e se destaca pela defesa sólida, tendo sofrido apenas um gol até agora, na vitória por 2 a 1 contra a Bélgica nas quartas de final. Na fase de grupos, a equipe terminou em primeiro lugar, apesar de um empate sem gols Contra Cabo Verde. A Espanha goleou a Arábia Saudita por 4 a 0 e venceu o Uruguai por 1 a 0.
Na fase eliminatória, a equipe espanhola demonstrou sua força ao vencer a Áustria por 3 a 0 e, mesmo sem brilhar, superou Portugal por 1 a 0. Após uma vitória apertada contra a Bélgica, a Espanha dominou a semifinal contra a França, vencendo por 2 a 0.
A Argentina, por sua vez, teve um percurso diferente. Na fase de grupos, a seleção apresentou um desempenho perfeito, conquistando 100% de aproveitamento ao vencer a Argélia (3 a 0), a Áustria (2 a 0) e a Jordânia (3 a 1). No entanto, as dificuldades surgiram nas fases eliminatórias. No duelo Contra Cabo Verde, a Argentina empatou em 1 a 1, mas avançou após vencer por 3 a 1 na prorrogação.
A seleção espanhola parece ter uma leve vantagem na disputa pelo título, já que não precisou enfrentar prorrogações, resultando em menor desgaste físico. A equipe de Luís De La Fuente é considerada a mais organizada do torneio, dominando seus adversários sem grandes sustos, inclusive na partida contra a forte seleção da França.



