Em uma publicação anterior, realizada na noite de sexta-feira, 17, Eduardo destacou que, apesar da gravidade da situação, a Constituição proíbe que um preso seja deixado incomunicável, mesmo em estados de defesa, ressaltando que tal condição é uma das razões para a aplicação dessa medida. O filho de Jair Bolsonaro reforçou que a intenção de Moraes em restringir as visitas é uma ameaça às instituições democráticas.
A decisão de Moraes foi desencadeada após o senador Flávio Bolsonaro, que é pré-candidato à Presidência pela mesma legenda do pai, ler uma carta escrita por Jair Bolsonaro em apoio à sua candidatura. O ministro entendeu que essa comunicação violava as medidas cautelares impostas ao ex-presidente, considerando que Bolsonaro não pode utilizar intermediários para veicular conteúdos em redes sociais.
Moraes argumentou que a comunicação feita por Flávio Bolsonaro não tinha caráter pessoal, já que a mensagem foi dirigida ao público em geral, o que a tornava política. O ministro também rebatou a afirmação de que as restrições impõem incomunicabilidade total a Jair Bolsonaro, afirmando que ele interage frequentemente com membros da família, como sua esposa, filha e enteada, desqualificando, assim, as alegações de Eduardo.
Essa situação gera um forte debate sobre a liberdade de comunicação e os limites impostos pelo Judiciário, especialmente em um período eleitoral, onde o papel das instituições é amplamente discutido. A tensão entre os membros da família Bolsonaro e o STF continua a se intensificar, à medida que as eleições se aproximam, e as estratégias políticas são cada vez mais criticadas por ambos os lados.



