O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) utilizou suas redes sociais nesta sexta-feira (17) para expressar forte descontentamento em relação à decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A medida proíbe visitas ao ex-presidente Jair Bolsonaro por um período de 30 dias durante o cumprimento de sua pena em prisão domiciliar. Apenas médicos e advogados estão autorizados a acessar a residência do ex-presidente.
Flávio Bolsonaro classificou a decisão como "ilegal, desproporcional, covarde e cruel", afirmando que seu pai é alvo de uma perseguição judicial. Em um vídeo, ele fez uma analogia, comparando a situação do ex-presidente a alguém "enterrado vivo" e recebendo "chute na cara" de Moraes. O senador expressou seu lamento, afirmando que o ex-presidente está sendo tratado de forma injusta.
Além disso, Flávio, que é pré-candidato à presidência, sugeriu que as decisões do ministro estão motivadas por questões políticas. "O medo de que Bolsonaro ou um Bolsonaro volte à Presidência do Brasil tirou completamente a sua condição de ser juiz", declarou. Ele ressaltou que o uso do poder estatal para atender a interesses pessoais não representa justiça, mas sim vingança.
Acusando Moraes de interferir no cenário eleitoral, Flávio comentou que o ministro desequilibrou as eleições de 2022 e estaria tentando fazer o mesmo em 2026. Ele enfatizou que as restrições impostas ao ex-presidente ferem direitos fundamentais, como a comunicação e a visitação familiar, afirmando que isso não pode ser aceito.
No final do vídeo, o senador reiterou a visão de que o Brasil vive uma "falsa democracia" e convocou seus apoiadores a se mobilizarem contra as decisões do STF. Essa manifestação ocorre em um momento em que as tensões políticas estão elevadas, especialmente com o ex-presidente enfrentando a condenação por tentativa de golpe de Estado.
As novas restrições determinadas por Moraes incluem a proibição de visitas ao ex-presidente até o final das eleições de outubro. As medidas foram tomadas após Jair Bolsonaro ter publicado uma carta que, segundo o ministro, infringiu uma ordem que o proibia de se manifestar nas redes sociais, mesmo que indiretamente através de terceiros.



