A conquista da Argentina sobre a Inglaterra na semifinal da Copa do Mundo não apenas trouxe emoção aos fãs, mas também simboliza uma vitória estratégica para a Adidas. Com as duas seleções finalistas deste domingo, 19, vestindo a marca alemã, a Nike, fornecedora da Seleção Brasileira, fica sem representantes na decisão, o que representa uma decepção para a empresa, que tem sua origem nos Estados Unidos.
Esse cenário é ainda mais preocupante para a Nike, que esperava usar o torneio como uma oportunidade para reverter sua queda na participação de mercado. Enquanto a Adidas conta com 14 seleções, incluindo Argentina e Espanha, a Nike possui 12, sendo que França e Inglaterra foram eliminadas nas semifinais. A visibilidade garantida para a marca concorrente é um fator que pode impactar negativamente a posição da Nike no setor.
Ambas as marcas investiram consideravelmente na Copa, o que se refletiu na campanha publicitária que incluiu um grande número de chuteiras rosas, vistas em vários jogos ao longo do torneio realizado em três países: Canadá, Estados Unidos e México. Essa tendência de cores vibrantes, associada a uma ideia de confiança, foi adotada também por outras marcas como Puma e New Balance.
A Nike, no entanto, enfrenta um desafio maior, já que a marca tem visto sua participação no mercado diminuir devido a um desempenho insatisfatório na China e ao crescimento das vendas da Adidas, especialmente nos Estados Unidos e Europa. Em 2026, as ações da Nike perderam quase um terço de seu valor, ao passo que a Adidas registrou um aumento em sua fatia no mercado de calçados, passando de 16% para 19,2% em um ano.
Em abril, a Adidas anunciou que recebeu pedidos no valor de 250 milhões de euros (aproximadamente R$ 1,46 bilhão) para a Copa do Mundo, o que demonstra um forte apelo de mercado. Por outro lado, a Nike encontrou um motivo para celebrar com a surpreendente campanha da Noruega, que alcançou as quartas de final e eliminou o Brasil, resultando na encomenda de 250 mil camisas da seleção nórdica, cinco vezes mais do que no mesmo período do ano anterior.
Entretanto, a performance de outros clientes da Nike, como a Seleção Brasileira, não foi satisfatória. Além de fornecer os uniformes, a marca patrocina 12 atletas da seleção. Essa situação gerou discussões sobre as chances de Endrick, o único apoiado pela New Balance, com algumas opiniões divergentes sobre o impacto que isso poderia ter em seu desempenho, conforme discutido por comentaristas do Seleção Estadão.



