O deputado federal Ricardo Salles, que é pré-candidato do Novo ao Senado por São Paulo, intensificou seus ataques a adversários e ao PL durante um discurso no Encontro Nacional do Novo, realizado neste sábado em São Paulo. Salles afirmou que o PL permanece subordinado ao Centrão, mesmo com a chegada de líderes da direita, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Em sua fala, Salles expressou descontentamento ao observar que figuras como deputados e senadores, além do próprio Bolsonaro, se uniram ao PL com a esperança de reformar a legenda de dentro para fora. No entanto, ele enfatizou que o comando do partido continua nas mãos de Valdemar Costa Neto e que a estrutura do Centrão se mantém intacta. "Me doeu muito ver que deputados, senadores e o próprio presidente Jair Bolsonaro foram para o PL na expectativa de arrumar o partido por dentro. Continua mandando o Valdemar e todo o esquema dele de Centrão fisiológico e patrimonial", comentou.
O pré-candidato também criticou a abordagem adotada por membros do PL nas eleições para as Mesas Diretoras da Câmara e do Senado. De acordo com Salles, a direita fez muitas concessões ao Centrão sem conseguir obter espaço político significativo. Ele afirmou: "É melhor perder de pé do que ganhar de quatro. Eles ganharam de quatro". O discurso foi marcado por expressões fortes e palavrões.
Salles voltou a direcionar críticas ao presidente da Assembleia Legislativa paulista, André do Prado (PL), a quem acusou de representar os males do Centrão e de carecer de coerência ideológica. Além disso, ele questionou a possível candidatura das ex-ministras Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede), alegando que ambas não têm ligação política com o Estado de São Paulo.
O deputado também fez duras críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, chamando-o de "FDP" e afirmando que derrotar o petista deve ser a prioridade da direita. Para Salles, o Centrão é um dos principais problemas da política brasileira, destacando: "O Centrão está roubando esse País há 40 anos".
Em defesa de sua filiação ao Novo, Salles argumentou que este partido é o único que, em sua visão, se mantém afastado das práticas fisiológicas comuns a outras legendas, afirmando: "Tem gente praticamente de todos os partidos nesse roubo, menos um: o Partido Novo".



