Dois militares americanos foram mortos e um está desaparecido em combate na Jordânia, após uma sequência de ataques com mísseis e drones promovidos pelo Irã. Os incidentes ocorreram neste sábado (18), quando as forças iranianas atingiram infraestruturas civis no Golfo. O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) confirmou que os soldados faleceram na sexta-feira, enquanto as forças americanas e seus aliados se defendiam de agressões iranianas.
Além dos dois mortos, quatro outros militares americanos foram evacuados para hospitais na Jordânia. Este evento marca as primeiras fatalidades entre os militares dos Estados Unidos desde o reinício das hostilidades em 7 de julho. A situação se agrava, pois um assessor do líder supremo iraniano advertiu que o país consideraria uma “fase de ofensiva total” se os ataques americanos persistissem por mais de dois ou três dias.
No Kuwait, o Irã atacou infraestruturas civis pelo segundo dia consecutivo, causando danos significativos a uma instalação de petróleo e provocando incêndios, além de afetar unidades de produção em uma usina de energia e em uma planta de dessalinização. As autoridades locais condenaram a série de ataques, caracterizando-os como uma atitude hostil sistemática que compromete a vida e a segurança da população civil.
O Conselho de Cooperação do Golfo, que abrange seis nações da região, manifestou sua condenação aos ataques iranianos, considerando-os crimes de guerra. Em resposta, o Irã foi alvo de bombardeios durante a noite, com a ministra de Rodovias e Desenvolvimento Urbano, Farzaneh Sadegh, acusando o “inimigo” de atacar as vias de comunicação do país.
Os ataques entre as duas partes tornaram-se frequentes e estão acompanhados de uma série de incidentes marítimos, especialmente na região do Estreito de Ormuz. A reabertura dessa via estratégica pelo Irã havia sido um dos principais resultados do acordo que buscava a paz, mas o tráfego marítimo agora encontra-se severamente comprometido.
A Guarda Revolucionária do Irã declarou ter detido, com o uso de drones e mísseis, quatro navios que tentavam transitar pelo estreito sem autorização. Teerã também relatou que dois petroleiros explodiram ao colidirem com minas na área, embora não tenha especificado a nacionalidade das embarcações ou se houveram vítimas. O Centcom, por sua vez, negou essas informações.



