Neste domingo (19), os Estados Unidos realizaram uma série de ataques aéreos contra o Irã, visando punir o país após a confirmação das primeiras mortes de militares americanos desde o início das hostilidades. O Comando Central dos Estados Unidos para o Oriente Médio (Centcom) informou que os bombardeios atingiram instalações militares iranianas, além de forças do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica que, em 17 de julho, lançaram ataques contra membros das forças americanas Na Jordânia.
Agências de notícias iranianas, como Mehr e Tasnim, relataram ataques americanos em Sirik, um porto situado no Estreito de Ormuz, enquanto a agência Irna noticiou um ataque militar americano nas proximidades de Hajiabad, na província de Hormozgan. Em resposta, o general iraniano Ali Abdollahi declarou que todo ataque americano enfrentará “uma resposta decisiva e devastadora”.
O Exército iraniano também anunciou o uso de drones explosivos em duas bases militares americanas localizadas no Kuwait. Apesar da falta de informações sobre possíveis danos, o Exército kuwaitiano confirmou que estava respondendo a “ataques hostis com mísseis e drones” provenientes do Irã. Em Bahrein, sede da Quinta Frota americana, soaram sirenes de alerta, e o comando militar local afirmou que suas defesas aéreas conseguiram interceptar e destruir vários ataques aéreos do Irã.
No mesmo dia, a embaixada americana Na Jordânia evacuou o aeroporto internacional e o porto de Aqaba devido a uma “ameaça específica e plausível”. O porta-voz do governo jordaniano, Mohammed Momani, no entanto, garantiu que ambas as instalações continuavam operando normalmente, minimizando a gravidade da situação.
O Centcom havia informado no dia anterior, 18 de julho, sobre a morte de dois militares americanos, os primeiros desde a retomada das hostilidades em 7 de julho, além do desaparecimento de um terceiro soldado. De acordo com o balanço do Ministério da Saúde iraniano, os bombardeios realizados pelos Estados Unidos resultaram em ao menos 50 mortos e mais de 500 feridos desde 27 de junho.
Enquanto os ataques aéreos prosseguem, o Irã também está envolvido em incidentes marítimos no Estreito de Ormuz, onde a Guarda Revolucionária bloqueou quatro navios que tentavam atravessar sem autorização. O exército iraniano relatou que duas embarcações sofreram acidentes e ficaram imobilizadas, enquanto as outras desistiram de prosseguir.



