A Argentina enfrentou a Espanha na final da Copa do Mundo, realizada no último domingo (19), e amargou a conquista do vice-campeonato mais uma vez em sua trajetória. Com essa derrota, a seleção sul-americana quebrou seu próprio recorde ao não registrar um único chute ao gol durante toda a partida, evidenciando a dominação espanhola.
Sob a liderança de Lionel Scaloni, a Argentina foi amplamente dominada pelos adversários ao longo dos 90 minutos. O desempenho do goleiro Dibu Martínez foi crucial para que o time conseguisse suportar a pressão, já que a seleção não finalizou em nenhuma ocasião durante o tempo regulamentar. As únicas tentativas de ataque ocorreram na prorrogação, quando a Argentina já estava em desvantagem numérica.
Na prorrogação, Giuliano Simeone teve a oportunidade de empatar, mas sua finalização foi para fora, mostrando a dificuldade da equipe em se impor no ataque. Conforme informações do Sofascore Brasil, esta marca negativa é a terceira vez que uma seleção passa uma final inteira sem chutar ao gol, sendo que todas as ocorrências envolvem a Argentina: além da atual, as finais de 2014 e 1990, ambas contra a Alemanha, também foram marcadas por essa estatística.
Desde o início da partida, a Espanha exerceu controle total do jogo, apresentando mais posse de bola e finalizações. Apesar do domínio, o time espanhol não conseguiu converter suas chances em gols durante o tempo normal, o que fez com que a partida se arrastasse até a prorrogação sem gols.
No segundo tempo da prorrogação, o técnico Luís de la Fuente fez alterações estratégicas ao colocar Ferrán Torres e Nico Williams em campo, o que deu novo ânimo à equipe. Nico, em particular, se destacou ao enfrentar a zaga argentina, que já demonstrava cansaço.
O gol que decidiu a partida veio em uma jogada bem elaborada. Após um cruzamento na área, Nico escorou a bola para trás, permitindo que Ferrán Torres finalizasse com força, sem chance para Dibu Martínez. Com esse resultado, a Espanha conquistou seu segundo título de Copa do Mundo, tornando-se a única seleção a ser bicampeã na competição no século XXI.



