O diretório estadual do Partido Progressistas (PP) no Paraná realizou sua convenção na última segunda-feira, 20 de julho, onde foram aprovadas as chapas para candidatos a deputado estadual e federal nas Eleições de 2026. Entretanto, a definição sobre o apoio da sigla ao Governo do Estado e ao Senado foi adiada, com a nova data marcada para 5 de agosto. Neste dia, a Federação União Progressista, que inclui o União Brasil, se reunirá para discutir o assunto.
A convenção teve como foco a definição das candidaturas proporcionais, alcançando aprovação unânime entre os participantes, tanto os que estiveram presentes fisicamente quanto os que acompanharam virtualmente. A Federação União Progressista planeja lançar 55 candidatos a deputado estadual e 31 a deputado federal. O PP contribuirá com 30 candidatos à Assembleia Legislativa e 16 à Câmara dos Deputados, enquanto o União Brasil apresentará 25 candidatos estaduais e 15 federais.
A presidente do PP, deputada estadual Maria Vitória, destacou que ainda não há um consenso entre as lideranças do partido sobre qual nome receberá o apoio da legenda para a disputa pelo Palácio Iguaçu. "Precisamos de maioria para tomar uma posição e ainda não temos. Até o dia 5 de agosto, pretendemos estar bem posicionados e escolheremos o melhor candidato para cuidar do Paraná", afirmou a deputada.
Entre os nomes considerados para receber o suporte da federação estão o deputado federal e ex-secretário de Infraestrutura e Logística Sandro Alex, o senador e ex-juiz Sergio Moro, que já fez parte do União Brasil, e o ex-prefeito de Curitiba, Rafael Greca.
O deputado federal Ricardo Barros, um dos principais líderes do Progressistas, indicou que a decisão final levará em conta o fortalecimento do grupo político e os projetos para o estado. "Temos 15 dias para esse diálogo", afirmou Barros.
A convenção partidária é um momento essencial no calendário eleitoral, onde os partidos e federações oficializam os candidatos que concorrerão a cargos como governador, senador e deputados. Além de definir as candidaturas, as legendas decidem sobre coligações para as disputas majoritárias e enviam ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) os números que serão utilizados pelos candidatos nas urnas.



