A seleção espanhola conquistou sua segunda Copa do Mundo, reafirmando sua identidade no futebol com o estilo tiki-taka, que privilegia a posse de bola e passes curtos. Na final contra a Argentina, a equipe, sob o comando de Luis de La Fuente, controlou 65% da partida, concedendo apenas um gol durante todo o torneio. Essa vitória demonstra que a abordagem de jogo desenvolvida na Espanha continua relevante e eficaz.
Dos 26 jogadores que compuseram o elenco campeão, oito são oriundos do Barcelona. Jogadores como Yamal, Pedri e Gavi são exemplos da nova geração que carrega o DNA do clube catalão, perpetuando a filosofia de jogo que Pep Guardiola implementou entre 2008 e 2012. A seleção espanhola, com 18 atletas atuando na La Liga, evidencia a sinergia entre o campeonato espanhol e a equipe nacional, onde os atletas assimilam as ideias coletivas e se adaptam ao estilo característico do futebol da Espanha.
Entretanto, o Real Madrid se destacou como a equipe que menos contribuiu para a seleção campeã. Apenas Marc Cucurella, que se juntou ao clube nesta janela, fez parte do elenco. Ao contrário do Barcelona, o Real Madrid tem investido em estrelas internacionais e jovens promissores, como Vinicius Jr., criando um time mais focado em talentos individuais do que em uma identidade coletiva que caracteriza a seleção.
A influência do tiki-taka remonta a Johan Cruyff, que, ao assumir o Barcelona em 1988, revolucionou o modo de jogar da equipe e, por extensão, do futebol espanhol. Cruyff implementou um estilo que priorizava a posse de bola e a pressão alta, conceitos que foram levados a um novo nível por Pep Guardiola. Durante sua gestão, o Barcelona, com figuras como Xavi, Iniesta e Messi, se destacou mundialmente, culminando na conquista da Eurocopa em 2008, da Copa do Mundo em 2010 e novamente da Euro em 2012.
Com a nova geração, a Espanha reconquistou o título mundial em 2026, mostrando que o legado de Cruyff e Guardiola ainda vive nas novas promessas do futebol. A continuidade desse estilo de jogo, agora com novos talentos, sugere que a La Liga permanecerá como um bastião do futebol de alta qualidade, moldando campeões que refletem os princípios do tiki-taka.



