Na manhã desta quinta-feira (23), a circulação dos trens das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade foi interrompida após uma falha no fornecimento de energia entre as estações Brás e Sebastião Gualberto. A ocorrência gerou uma série de problemas para os passageiros, que enfrentaram dificuldades para embarcar, catracas travadas e plataformas lotadas. Imagens compartilhadas nas redes sociais mostram pessoas caminhando sobre os trilhos durante a interrupção.
Um vídeo divulgado por usuários mostra o interior de um vagão onde, de repente, faíscas começam a aparecer. Em seguida, as chamas se espalham, provocando gritos de desespero entre os passageiros, que tentam se afastar do incêndio. As filmagens retratam momentos de tensão e medo, com os usuários se amontoando na parte traseira do trem para se protegerem das chamas.
Outro vídeo, capturado do lado externo do trem, evidencia os incêndios que consumiam o veículo enquanto as pessoas aguardavam orientações sobre como proceder. É possível ouvir o choro de alguns passageiros, preocupados com a situação. Apesar da gravidade do incidente, não foram registradas vítimas.
Os incêndios ocorreram antes da estação Brás, levando à paralisação das linhas 11-Coral, 12-Safira e do Expresso Aeroporto. O Corpo de Bombeiros foi acionado para controlar a situação. A ocorrência impactou também o trânsito na zona leste de São Paulo, que registrou 63 quilômetros de lentidão no início da manhã, refletindo o caos gerado pela interrupção dos serviços ferroviários.
Em resposta ao aumento no fluxo de passageiros, o Metrô de São Paulo reforçou a operação. Desde as 6h, as transferências nas estações Tatuapé e Corinthians-Itaquera foram reabertas, enquanto a Linha 3-Vermelha começou a operar com dois trens extras. Além disso, manobras operacionais foram implementadas nas estações Tatuapé e Penha para aumentar a oferta de viagens.
A Trivia Trens, responsável pela operação das linhas desde terça-feira (21), anunciou que equipes técnicas estão trabalhando para identificar a causa da falha no fornecimento de energia e realizar os reparos necessários para restabelecer a circulação dos trens o mais rapidamente possível. A nova administração já enfrentou problemas desde o início da concessão, que anteriormente era gerida pela Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).



