As investigações, no entanto, não estão centradas nos gastos feitos com o cartão corporativo. O inquérito apura a suspeita de que o ex-presidente se apropriou de cerca de R$ 11 milhões dos cofres do clube, sem apresentar justificativas para os saques. Além disso, Casares enfrenta um processo administrativo interno que pode resultar em sua expulsão do quadro associativo do clube.
Conforme revelado, até dezembro do ano passado, não havia diretrizes definidas sobre o uso do cartão corporativo no São Paulo. A defesa de Júlio Casares, representada pelo advogado Bruno Borragine, afirmou que os valores devolvidos se referem a interpretações sobre o uso do cartão para fins pessoais. O advogado destacou que o cartão foi utilizado exclusivamente em funções ligadas à presidência do clube, e que os demais gastos são considerados operacionais.
O balanço financeiro de 2025, que incluiu a quitação dos gastos da Diretoria Financeira, reportou um superávit de R$ 57 milhões e uma redução da dívida em R$ 110 milhões, além de um faturamento recorde de R$ 1,07 bilhão.
Em resposta às alegações, o São Paulo Futebol Clube declarou que, caso se prove o uso indevido do cartão corporativo para fins pessoais, buscará o ressarcimento dos valores. A nota do clube também menciona que, após a posse de Harry Massis, em janeiro deste ano, foi determinada a criação de uma nova política para o uso do cartão, com a revisão de faturas anteriores em andamento.



