"Eu estive com ele, mais uma vez, quando ele passou a usar o monitoramento eletrônico e não poderia sair da cidade de São Paulo. Fui, sim, ao encontro dele para ‘botar um ponto final’ nessa história e dizer que, se ele tivesse me avisado que a situação era grave como essa, eu já teria ido atrás de outro investidor há muito mais tempo, e o filme não correria risco", comentou Flávio sobre sua conversa com o banqueiro.
De acordo com informações do Intercept Brasil, o proprietário do Banco Master se comprometeu a investir US$ 24 milhões (aproximadamente R$ 134 milhões) no longa, mas até o momento apenas R$ 61 milhões foram efetivamente repassados. Desse total, pelo menos US$ 10 milhões foram pagos entre fevereiro e maio de 2025.
As conversas reveladas indicam que Flávio chegou a cobrar Vorcaro em outubro de 2025, afirmando que a produção estava "no limite" financeiro. As mensagens também mostraram que houve um encontro na residência do banqueiro em São Paulo, em 2 de novembro de 2025, que contou com a presença do ator Jim Caviezel e do diretor Cyrus Nowrasteh.
Apesar da controvérsia, Flávio defendeu publicamente a captação de recursos para o filme. Em um evento realizado na sexta-feira (15), que marcou o lançamento da pré-candidatura do deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP) ao Senado, ele criticou o uso de verbas públicas para o que chamou de "propaganda política", citando como exemplo o desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, que homenageou Lula no Carnaval de 2026. Na mesma ocasião, Flávio atacou o Intercept Brasil, considerando a equipe "suspeita" e acusando o veículo de tentar "interceptar o futuro do país".



