Neste domingo, 26, o Partido Social Democrático (PSD) oficializou a candidatura de Ronaldo Caiado à Presidência da República nas eleições de 2026. A convenção foi realizada em São Paulo e também confirmou Gilberto Kassab, atual presidente nacional do partido, como candidato a vice na chapa.
A proposta da chapa é se apresentar como uma alternativa à polarização existente entre o atual presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Durante o evento, Kassab elogiou Caiado, destacando sua trajetória política ao afirmar que ele é "um candidato muito bem preparado, com 40 anos de vida pública inatacável".
Caiado, por sua vez, reforçou seu discurso sobre segurança pública, enfatizando que, sob sua liderança, "bandido não se cria". Essa declaração reflete uma das principais características de sua carreira política, que pretende transformar a segurança pública em um dos eixos centrais de sua campanha presidencial.
Em uma crítica direta a Flávio e Lula, o candidato do PSD destacou que possui uma trajetória limpa, sem envolvimento em escândalos como "rachadinha, Mensalão, Petrolão, escândalo do Master e os desvios no INSS". "Aqui, não tem espaço para Master ou para bandido crescer", afirmou Caiado, alinhando sua mensagem com preocupações populares sobre criminalidade.
Ao abordar sua candidatura, Caiado procura se posicionar como um político experiente e preparado para enfrentar o crime organizado. A estratégia é colocar a segurança pública como um dos principais temas de sua campanha, dialogando com eleitores que enxergam a violência como um dos maiores problemas do Brasil.
O ex-governador entra na disputa presidencial após deixar o governo de Goiás e consolidar sua imagem dentro do PSD. A decisão de escolher Caiado como representante da legenda nas eleições de outubro foi tomada pela direção nacional do partido. Durante a convenção, outros governadores, como Ratinho Jr (Paraná) e Eduardo Leite (Rio Grande do Sul), que também eram pré-candidatos, manifestaram apoio a Caiado, assim como Aldo Rebelo, ex-ministro durante o governo de Dilma Rousseff.



