Na próxima terça-feira (28), o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, se reunirá com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca. O encontro ocorrerá em um momento delicado, em que Netanyahu pretende discutir a segurança de Israel e a crescente tensão no Irã, apesar do mandado de prisão emitido pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) contra ele.
Antes de embarcar para Washington, Netanyahu ressaltou a importância da visita, que marca seu oitavo encontro com Trump desde que este assumiu seu segundo mandato. Ele descreveu a reunião como um "grande privilégio", mas também uma "grande responsabilidade". O primeiro-ministro solicitou que as lideranças atuem com "grande determinação e grande sabedoria" em um cenário internacional considerado volátil, especialmente devido ao recente aumento das hostilidades no Oriente Médio.
O líder israelense deixou claro que o principal foco da reunião será o Irã, afirmando que discutirão todos os temas relevantes, com ênfase em salvaguardar a segurança de Israel e expandir o círculo de paz na região. Ele reiterou que o objetivo central de sua viagem é garantir a segurança, a força e o futuro do Estado de Israel.
Em um contexto recente, enquanto Washington tentava negociar um acordo com Teerã para reduzir as hostilidades, Trump havia feito comentários polêmicos sobre Netanyahu, chamando-o de "louco de merda". Apesar disso, o presidente americano minimizou a importância do incidente, especialmente em meio à escalada das tensões provocadas pela ofensiva israelense no Líbano, que ameaçava complicar as negociações sobre a situação no Oriente Médio.
Além de tratar de questões de segurança e diplomáticas, Netanyahu aproveitará a viagem para participar do funeral do senador Lindsey Graham, descrito por ele como "um dos melhores amigos que o Estado de Israel já teve". A cerimônia deverá reunir diversas lideranças mundiais, incluindo o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky.



