Um tremor de terra de magnitude 7.1 foi registrado no Japão na tarde desta terça-feira, 28, provocando significativos danos na região sudoeste do país. O epicentro do terremoto localizou-se na prefeitura de Kumamoto, na ilha de Kyushu, com profundidade de 10 quilômetros, o que é considerado raso e potencialmente perigoso. O evento sísmico ocorreu às 16h27, horário local.
A Agência Meteorológica do Japão inicialmente emitiu um alerta de tsunami, mas revogou a recomendação menos de duas horas após o abalo. A premiê Sanae Takaichi comentou que as autoridades estão em processo de avaliação dos danos e dos ferimentos causados pelo terremoto, informando que já há registros de várias pessoas feridas.
De acordo com informações veiculadas pela emissora NHK, pelo menos 12 edificações foram completamente destruídas em Kyushu, e há relatos de quatro pessoas presas sob os escombros. Além disso, cerca de 50 indivíduos necessitaram de atendimento médico em decorrência dos ferimentos resultantes do terremoto.
As centrais nucleares da região não apresentaram anomalias, e seus reatores continuam operando normalmente. Contudo, imagens transmitidas pela televisão mostraram incêndios em áreas afetadas, pontes danificadas, um trem de carga descarrilado e estradas com fissuras na ilha de Kyushu.
Kumamoto já havia sido devastada por dois terremotos em 2016, um com magnitude 6.5 e outro com 7.3, que resultaram na morte de 273 pessoas e deixaram mais de 2,8 mil feridos. O Japão é reconhecido por sua alta atividade sísmica, situado sobre quatro grandes placas tectônicas ao longo da borda ocidental do chamado "Círculo de Fogo" do Pacífico.
Anualmente, o país registra centenas de tremores, sendo responsável por cerca de 18% dos abalos sísmicos globais. Embora a maioria desses tremores seja de baixa intensidade, o Japão ainda se recupera dos efeitos de um terremoto de 9.0 na escala Richter que gerou um tsunami e um vazamento radioativo na usina nuclear de Fukushima em 2011, resultando em 18,5 mil mortos e desaparecidos.



