O presidente nacional do Progressistas (PP), Ciro Nogueira, sinalizou a interlocutores que a sigla permanecerá neutra na disputa pela Presidência da República, apesar das investidas da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) para conquistar seu apoio.
Recentemente, Ciro recebeu uma ligação do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que propôs uma aliança entre os partidos PL e PP. Durante a conversa, Tarcísio tentou viabilizar a candidatura da ex-ministra da Agricultura Tereza Cristina (PP) como vice na chapa de Flávio. Contudo, entre membros do Progressistas, essa possibilidade é vista como remota.
Um dirigente do PP, que preferiu não se identificar, revelou que Ciro consultou aliados sobre a direção a seguir, mas reafirmou sua preferência pela neutralidade. Um dos principais argumentos apresentados é que a maioria das bancadas estaduais do PP defende que o partido não declare apoio formal a nenhum dos candidatos à Presidência.
Um interlocutor próximo à direção do PP afirmou que muitos membros estão desanimados com a ideia de apoiar Flávio Bolsonaro. Outro integrante da sigla avaliou como “zero” a chance de Tereza Cristina integrar a chapa presidencial, destacando que especulações sobre seu nome visam apenas ampliar o debate sobre a composição da candidatura, sendo que Ciro já informou a Flávio que a articulação não será realizada.
Na quarta-feira (29), o senador Rogério Marinho (PL), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, também fez contato com um dirigente do PP próximo a Tereza Cristina, a fim de solicitar uma reunião. O intuito era formalizar o convite para que a ex-ministra integrasse a chapa de Flávio.
Com apenas cinco dias restantes para o término do período das convenções, Flávio enfrenta dificuldades para formar alianças, e seus aliados demonstram preocupação com a possibilidade de uma chapa puro-sangue. Além disso, a coluna já reportou as dificuldades nas negociações com o Republicanos.



