Antes do início do período eleitoral, uma operação da PC-PR (Polícia Civil do Paraná) resultou no afastamento do vice-prefeito de Morretes, no Litoral do Estado, Vitor Bertolin (MDB), e na prisão preventiva de um ex-secretário municipal de Infraestrutura. A segunda fase da Operação Horímetro, deflagrada na quinta-feira, dia 30 de julho, investiga um suposto esquema de corrupção envolvendo fraudes em licitações, contratos públicos, peculato, pagamento de propina e lavagem de dinheiro.
Por determinação da Justiça, além do vice-prefeito, o superintendente municipal de Obras e Projetos também foi afastado das funções públicas. O ex-secretário de Infraestrutura, apontado como um dos investigados, foi localizado no Rio de Janeiro, apesar de manter endereço em Morretes, onde teve o mandado de prisão preventiva cumprido. Após a detenção, ele foi encaminhado ao sistema prisional.
As decisões judiciais ainda impõem medidas cautelares aos investigados. Eles estão proibidos de acessar a Secretaria Municipal de Infraestrutura, o pátio de máquinas e outros setores da administração municipal relacionados às apurações. Também não poderão manter contato com testemunhas, servidores públicos ou demais investigados. O descumprimento das determinações poderá resultar em decretação de prisão preventiva.
Segundo a Polícia Civil, as investigações apontam indícios de irregularidades em contratos firmados pela Prefeitura de Morretes, com suspeitas de pagamento de vantagens indevidas por empresas a agentes públicos. Os investigadores apuram ainda reuniões nas quais teriam ocorrido solicitações e negociações de propina, além de repasses financeiros destinados a servidores, familiares e pessoas próximas aos envolvidos.
Outro foco da apuração é o suposto uso de contas bancárias de parentes e terceiros para ocultar e movimentar recursos que teriam origem em contratos de obras e prestação de serviços públicos. A polícia busca identificar a participação de agentes públicos, empresários e intermediários, além de rastrear a origem e o destino dos valores movimentados.
De acordo com a PC-PR, a análise das movimentações bancárias revelou que o núcleo principal investigado, juntamente com pessoas diretamente ligadas aos suspeitos, movimentou cerca de R$ 43,9 milhões entre créditos e débitos no período analisado. Quando incluídas outras pessoas físicas e jurídicas alcançadas pelas investigações, o volume financeiro supera R$ 100 milhões.
A corporação ressalta que os montantes representam toda a movimentação bancária identificada durante as diligências e não correspondem, necessariamente, a valores obtidos de forma ilícita. As investigações prosseguem para verificar quais operações possuem relação direta com os crimes apurados.
O procedimento segue sob sigilo judicial e todo o material apreendido será submetido à perícia técnica. Até a última atualização, a Prefeitura de Morretes não havia se manifestado sobre a operação. A reportagem poderá ser atualizada caso os investigados ou a administração municipal apresentem posicionamento oficial.
Leia outras matérias do Jornal Paraná e do parceiro Blog do Tupan
Como ter o Jornal Paraná ou Blog do Tupan como fonte favorita de notícia no Google?
Foragidos da Justiça são presos com ajuda de câmeras inteligentes
Transtornado, treta com parentes e cai duro no chão
A tranquilidade no escritório é interrompida com execução sangrenta
O que significa aqueles símbolos de conectores e ports USB?
Cientistas sugerem que a consciência surge do sentimento
Alimentos que são alternativas protéicas aos suplementos
Convenção do PL receberá delegados e lideranças do interior do Paraná
Rafael Greca fecha a vice de Sandro Alex
Horóscopo Chinês de primeiro de agosto de 2026
Horóscopo de primeiro de agosto de 2026
Óbitos de Curitiba do dia 31 de julho de 2026
Pesquisa aponta crescimento de Sandro Alex
Curitiba ganha dois novos vereadores na próxima semana
Candidatos do MDB refazem cálculos para a Alep e Câmara Federal
Cristina Graeml vai topar disputar uma cadeira à Câmara Federal?



