O Partido Comunista Brasileiro (PCB) oficializou no último sábado, 1º de julho, a candidatura de Edmilson Costa à Presidência da República nas eleições de outubro. A professora Cleusa Santos foi escolhida para compor a chapa como candidata a vice-presidente. A decisão foi tomada durante a convenção nacional do partido, realizada na Câmara Municipal de São Paulo. O prazo para registro das candidaturas na Justiça Eleitoral se encerra em 15 de agosto.
Edmilson Costa, que ocupa o cargo de secretário-geral do PCB, é doutor em Economia pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), onde também completou pós-doutorado no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas. Ele é autor de diversas obras que abordam o capitalismo contemporâneo e a crise econômica mundial, além de livros de poesia. Sua trajetória política começou na juventude, quando atuou como dirigente estudantil e foi perseguido durante a ditadura militar, participando de movimentos em defesa das liberdades democráticas e do socialismo.
Membro do PCB desde 1970, Costa já concorreu à prefeitura de São Paulo em 2008, onde obteve 4.300 votos, representando 0,07% dos votos válidos. Em 2010, foi candidato à Vice-Presidência do Brasil na chapa de Ivan Pinheiro, somando 39.136 votos, ou 0,04% do total.
A candidata a vice-presidente, Cleusa Santos, é professora titular aposentada da Escola de Serviço Social da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e possui doutorado em Serviço Social pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Ao longo de sua carreira, Cleusa se dedicou a pesquisas sobre seguridade social, trabalho e migração, além de ter atuado no movimento docente, presidindo a seção sindical dos professores da UFRJ entre 2002 e 2003. Atualmente, ela é secretária política do Coletivo Feminista Classista Ana Montenegro, uma organização vinculada ao PCB, em Santos, no litoral paulista.
O programa da chapa de Edmilson Costa propõe a suspensão do pagamento da dívida pública, argumentando que isso transfere recursos ao setor financeiro e diminui a capacidade do Estado de investir em áreas sociais. Politicamente, o PCB defende a extinção do Senado Federal, propondo a adoção de um sistema legislativo unicameral, que consistiria em apenas uma casa parlamentar. O partido acredita que a atual estrutura do Senado gera uma representação desproporcional ao voto popular.
Além da candidatura presidencial, o PCB também confirmou, na mesma convenção, os nomes de Carlos Machado para o governo de São Paulo, Felipe de Oliveira Queiroz como vice-governador e Petter Maahs da Silva ao Senado. Carlos Machado, que é professor da rede pública estadual e reside em Franca, interior paulista, já foi candidato a vice-prefeito da sua cidade em 2024. Suas propostas incluem a reestatização de serviços essenciais e a ampliação da participação popular na definição do orçamento estadual.



