O apartamento onde Marcos e Elize Matsunaga residiram antes do crime que chocou o Brasil foi colocado à venda por R$ 2,8 milhões, um preço cerca de 30% abaixo do valor de mercado. Localizado em São Paulo, o imóvel inclui um quarto do pânico, um espaço projetado para garantir a segurança dos moradores em situações de emergência, como invasões. Este cômodo, que fica oculto atrás de um armário, conta com portas blindadas e um sistema de climatização independente, além de uma linha telefônica exclusiva para emergências.
Construído em 1990, o apartamento ocupa quatro pavimentos e conta com diversas comodidades, como sauna seca com sala de descanso, adega climatizada, cinco suítes, quatro vagas de garagem, dois depósitos no subsolo e uma vista panorâmica da cidade. O imóvel também possui áreas sociais amplas, incluindo salas de estar e jantar, copa, bar, lareira, escritório e varandas. Apesar de suas características atrativas, as negociações para a venda do apartamento costumam ser interrompidas quando potenciais compradores tomam conhecimento de seu passado trágico.
O caso do assassinato de Marcos Matsunaga ganhou notoriedade em maio de 2012, quando o empresário e herdeiro da Yoki foi morto e esquartejado pela esposa, Elize Matsunaga. Elize confessou o crime e foi condenada a 19 anos, 11 meses e 1 dia de reclusão por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Segundo Elize, o crime ocorreu após uma discussão motivada por supostas traições de Marcos, culminando em um disparo à queima-roupa.
Laudos periciais indicaram que Marcos ainda estava vivo no momento do esquartejamento, e a causa da morte foi identificada como asfixia provocada pela degola. O caso voltou a ser discutido após ser retratado no filme "Elize: Sombras de Uma Mulher", lançado recentemente na Netflix. Atualmente, o imóvel pertence aos pais de Marcos, que tentam vendê-lo há anos, enfrentando a dificuldade de lidar com o estigma do crime que ocorreu em seu interior.



