O deputado federal Alfredo Gaspar, do Partido Liberal (PL) de Alagoas, foi confirmado como candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro para as eleições de 2026. O anúncio ocorreu nesta quarta-feira (5), logo após Gaspar ser oficialmente lançado como pré-candidato ao Senado por Alagoas durante um evento do PL no estado.
Gaspar, que se filiou ao PL em março de 2026, deixou o União Brasil, partido pelo qual foi eleito deputado federal em 2022. Sua entrada no PL foi a convite de Flávio Bolsonaro, inserindo-o na estratégia do partido para fortalecer sua presença no Nordeste. Com essa mudança, Gaspar assumiu a presidência do diretório estadual do PL em Alagoas e se tornou uma figura central nas articulações políticas do partido.
Com uma carreira marcada por um forte discurso contra o crime organizado, Alfredo Gaspar já foi promotor de Justiça e secretário de Segurança Pública de Alagoas. Entre 2009 e 2011, ocupou o cargo de procurador-geral de Justiça do estado e, de 2015 a 2022, liderou a Segurança Pública de Alagoas, ganhando destaque na política local durante a gestão de Renan Filho, que foi ministro dos Transportes de Lula até janeiro de 2023.
Atualmente, Gaspar é um dos membros da oposição ao governo Lula e exerce um papel ativo na CPMI do INSS, que visa investigar fraudes e descontos indevidos em benefícios previdenciários. Ele utiliza sua participação na comissão para exigir a responsabilização dos envolvidos e propor melhorias nos mecanismos de controle do instituto.
Em 2020, Alfredo Gaspar concorreu à Prefeitura de Maceió, chegando ao segundo turno, e foi eleito deputado federal em 2022 como um dos mais votados de Alagoas. Ao migrar para o PL em 2026, ele se aproximou do núcleo bolsonarista, o que fortaleceu sua posição dentro do partido.
Inicialmente, Flávio Bolsonaro havia manifestado a preferência por uma mulher para o cargo de vice. O nome da senadora Tereza Cristina, do Partido Progressista (PP), era considerado, mas a decisão do partido em manter uma postura neutra nas eleições presidenciais complicou essa possibilidade. Outros nomes, como os das deputadas federais Simone Marquetto e Clarissa Técio, também foram cogitados, mas foram descartados por motivos semelhantes.



