Um voto lacrado, com 156 páginas, foi encaminhado aos membros do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e pode ter implicações severas para o ministro afastado Marco Buzzi, que enfrenta acusações de assédio e importunação sexual. O documento foi entregue pouco antes do julgamento administrativo disciplinar, programado para esta quinta-feira, 6.
As acusações contra Buzzi foram trazidas à luz em fevereiro deste ano, resultando em seu afastamento temporário das funções. A comissão encarregada de analisar o caso é composta pelos ministros Luis Felipe Salomão, Benedito Gonçalves e Ricardo Villas Bôas Cueva, e elaborou um voto conjunto que sugere a punição máxima para o magistrado.
O voto foi enviado em um envelope lacrado, uma estratégia para evitar vazamentos e garantir que os ministros tivessem tempo suficiente para estudar o conteúdo antes da sessão, visando facilitar a formação de um consenso. Essa abordagem está alinhada com a recente decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que eliminou a aposentadoria compulsória como a punição máxima para juízes, que anteriormente assegurava um afastamento remunerado.
No mês anterior, a Procuradoria-Geral da República (PGR) havia recomendado a aposentadoria de Buzzi, mas essa orientação poderá ser revista após a nova postura do CNJ. No julgamento que ocorrerá nesta quinta-feira, o voto da comissão terá peso equivalente a três votos a favor da destituição do ministro.
O desenrolar deste caso no STJ representa um momento crítico para a carreira de Marco Buzzi, que nega as acusações e se declara vítima de um



