O PDT formalizou a aceitação das duas segundas suplências ao Senado por São Paulo, encerrando um período de intensas negociações com interlocutores e o comando da campanha de Fernando Haddad. A decisão ocorreu no início da tarde desta quarta-feira (5), após uma ligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para Carlos Lupi, presidente do PDT.
Com a nova composição, Marcelo Barbieri fará parte da segunda suplência da chapa encabeçada por Simone Tebet, enquanto Antônio Neto assumirá a segunda suplência de Marina Silva. Essa mudança ocorre em um contexto onde o PDT havia manifestado a intenção de lançar um candidato próprio ao Senado, expressando insatisfação com a sua posição na chapa da esquerda em São Paulo.
Inicialmente, o PDT reivindicava a vice-presidência na candidatura de Haddad, mas decidiu recuar após uma articulação que envolveu Lula e o PSB. A nova configuração política representa um movimento estratégico do partido, buscando garantir representatividade na disputa eleitoral.
A decisão do PDT é vista como um passo importante para fortalecer a aliança entre os partidos de esquerda em São Paulo, especialmente em um cenário eleitoral competitivo. A participação de Barbieri e Neto nas suplências pode influenciar a dinâmica da campanha, oferecendo apoio adicional às candidaturas de Tebet e Silva.
Com o acordo, o PDT busca consolidar sua posição na política paulista, ao mesmo tempo em que se alinha com as diretrizes da campanha de Haddad. A articulação entre os partidos reflete a necessidade de unidade em um ambiente político fragmentado, onde cada legenda procura maximizar suas chances nas eleições que se aproximam.



