Durante a convenção nacional do PT, realizada no último domingo, 2, em São Paulo, o presidente Lula da Silva fez afirmações consideradas incorretas a respeito da Força Aérea Brasileira (FAB) e da indústria nacional de drones. A análise foi divulgada em uma checagem publicada pelo jornal Folha de S.Paulo na quarta-feira, 5.
Lula afirmou que o Brasil não dispõe de fábricas de drones e que todos os aviões da FAB foram adquiridos durante seus próprios mandatos. No entanto, essa informação foi considerada imprecisa, uma vez que existem empresas no país que desenvolvem e fabricam drones tanto para uso civil quanto militar, incluindo aquelas que atuam em colaboração com as Forças Armadas.
Além disso, o presidente demonstrou um desconhecimento sobre a aquisição de aeronaves militares em gestões anteriores. O programa dos caças Gripen, por exemplo, teve sua escolha anunciada durante a presidência de Dilma Rousseff. A checagem também ressalta que novos contratos e compras relacionados à frota da FAB foram realizados durante a administração de Jair Bolsonaro.
Outras alegações feitas por Lula durante seu discurso foram igualmente contestadas, incluindo considerações sobre os custos anuais de presos no Estado de São Paulo e referências a marcos históricos na inclusão social no Brasil. O discurso, que durou mais de uma hora, teve um forte tom político e eleitoral, com críticas direcionadas à oposição e uma defesa das políticas sociais implementadas pelos governos do PT.
O evento serviu também como um apelo à militância do partido em preparação para a campanha presidencial de 2026.



