As linhas 11-Coral e 12-Safira, sob administração da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), apresentaram redução de velocidade na manhã desta quinta-feira (6), primeiro dia após o término da greve dos ferroviários. O problema, conforme informado pela CPTM, foi ocasionado por falhas na sinalização, resultando em maior tempo de parada nas estações entre 6h13 e 6h28, o que impactou os intervalos programados para os usuários.
A CPTM comunicou que a circulação dos trens já foi normalizada e pediu desculpas pelos transtornos causados aos passageiros. As demais linhas, como a 13-Jade, que também foram afetadas pela greve, e a linha 10-Turquesa, estão operando normalmente. Além disso, as linhas 7-Rubi, administrada pela TIC Trens, e as linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda, operadas pela ViaMobilidade, não apresentaram problemas na mesma manhã.
A greve, que teve início na terça-feira (4), impactou mais de 1 milhão de passageiros. O fim da paralisação foi decidido em assembleia na sede do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil, localizada no Brás, em São Paulo, e foi marcada por intensas discussões. A decisão ocorreu após o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, prometer enviar um projeto de lei que asseguraria a absorção dos empregos na CPTM após a concessão das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade à Trívia Trens. A proposta também abrange a linha 10-Turquesa, que continua sob operação da CPTM.
Os sindicalistas afirmam que a legislação proposta deve garantir a preservação dos postos de trabalho de 3.984 funcionários das quatro linhas. Durante o segundo dia da greve, a capital paulista enfrentou congestionamentos significativos, e usuários relataram aumentos nas tarifas de corridas por aplicativo, que chegaram a ser até quatro vezes superiores ao normal.
A Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec) divulgou que as empresas associadas, incluindo 99 e Uber, operam com modelos de negócios que buscam equilibrar a demanda por viagens e a oferta de motoristas. Desde 24 de julho, as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade voltaram a ser operadas pela CPTM por determinação do governo estadual e da Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), com a empresa à frente do serviço por um período de 90 dias.
Essa decisão foi tomada após a ocorrência de falhas na operação, que foram registradas na mesma semana em que a Trívia Trens assumiu o serviço. Um dos incidentes, em 23 de julho, envolveu um foco de incêndio em uma composição próxima à Estação Bresser-Mooca, causando transtornos significativos aos passageiros e ao transporte público na capital.



