A dúvida sobre o que ocorre com os votos em branco e nulos é comum em períodos eleitorais. Apesar de haver uma diferença formal entre os dois tipos de votação, ambos não são contabilizados nos votos válidos e, portanto, não interferem no resultado final das eleições. Além disso, não existe a possibilidade de cancelamento do pleito caso a maioria dos eleitores opte por anular seu voto.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) define o voto em branco como aquele em que o eleitor não expressa preferência por nenhum candidato. No sistema eletrônico, esse voto é registrado quando o eleitor seleciona a opção "branco" e então pressiona "confirma". Antes da introdução das urnas eletrônicas, o voto em branco era realizado simplesmente deixando a cédula sem marcação.
Em contrapartida, o voto nulo é considerado quando um eleitor insere um número que não corresponde a nenhum candidato e confirma essa escolha. O consultor legislativo do Senado Gilberto Guerzoni esclarece que esses tipos de voto não são considerados na contagem para determinar os resultados eleitorais, não impactando o cálculo final.
Guerzoni destaca que a distinção entre os votos em branco e nulos se limita à maneira pela qual cada eleitor decide invalidar sua votação. Politicamente, o voto em branco pode ser visto como um sinal de desinteresse nas eleições, enquanto o voto nulo pode ser interpretado como uma rejeição a todos os candidatos disponíveis. Contudo, na prática, ambos são tratados como não válidos, não afetando o resultado das eleições.
Até o ano de 1997, os votos em branco influenciavam os resultados nas eleições proporcionais, como as para deputados e vereadores. Naquela época, esses votos eram considerados válidos para o cálculo do quociente eleitoral, o que poderia resultar na exclusão de algum partido da divisão de vagas. Essa regra foi alterada pela Lei 9.504, que revogou a contagem dos votos em branco para esse fim.
Atualmente, tanto os votos em branco quanto os nulos não são considerados em quaisquer cálculos eleitorais, independentemente de sua quantidade. Isso implica que, embora a escolha de votar em branco ou nulo seja um registro legítimo da posição do eleitor, essa decisão significa abdicar do poder de escolha sobre quem será eleito. É fundamental que o eleitor compreenda o significado e as implicações de sua escolha ao decidir por essas opções.



