O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciou neste domingo (9) a rejeição da proposta mais recente elaborada pelos Estados Unidos para a Faixa de Gaza. O plano de paz, que inclui o desarmamento do Hamas, foi aceito pelo grupo extremista, mas depende de Israel para sua implementação.
Durante uma reunião de gabinete, Netanyahu declarou que as tropas israelenses permanecerão no território palestino até que o Hamas esteja "verdadeiramente desarmado". O premiê enfatizou que "Israel não aceita o documento de 15 pontos" e que As Forças de Defesa de Israel continuarão a agir contra as ameaças à segurança de suas forças e cidadãos.
A declaração de Netanyahu ocorre em um momento em que ele está em campanha eleitoral, buscando reeleição em um pleito marcado para 27 de outubro. Esta será a primeira eleição desde o ataque do Hamas, ocorrido em 2023.
O acordo proposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e detalhado pelo seu Conselho da Paz em 31 de julho, prevê que o desarmamento do Hamas ocorra em etapas. A proposta inclui a retirada gradual das forças israelenses do território, seguida pela criação de uma Força Internacional de Estabilização em colaboração com uma nova força policial palestina para garantir a segurança na região.
Na mesma reunião, Netanyahu reiterou o compromisso de Israel em impedir que o Irã obtenha armas nucleares, independentemente do andamento das negociações diplomáticas entre Teerã e Washington.



