Um aspecto relevante levantado pela PF é a política de investimentos do IPREV. A estratégia definida para 2023 estabelecia uma meta de 0% para ativos de emissão bancária, enquanto para 2024 o limite seria de 5%. Entretanto, as investigações indicam que a exposição real chegou a quase 20% do total de recursos do regime previdenciário, o que contraria as diretrizes estabelecidas.
Além disso, a PF mencionou a falta de estudos comparativos independentes que justificassem as operações realizadas. A investigação levanta questionamentos sobre a veracidade das informações que embasaram o investimento de R$ 80 milhões realizado em dezembro de 2023. Apesar das evidências apresentadas, Mendonça considerou que não há elementos suficientes para justificar a busca e apreensão contra o atual presidente do IPREV.
O ministro também negou o pedido da PF para afastar os investigados de suas funções públicas ou atividades econômicas e financeiras, afirmando que não foram demonstrados riscos concretos que justificassem tal medida. Mendonça destacou a ausência de provas que indicassem como os investigados poderiam usar suas posições para obstruir a investigação ou continuar praticando ilícitos.



