A inflação oficial no Brasil apresentou uma leve alta de 0,07% em julho, marcando o quarto mês consecutivo de desaceleração. Com esse resultado, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulou uma variação de 4,44% nos últimos 12 meses. Esse índice retorna ao teto da meta do Governo Federal, que é de 3%, com uma margem de variação de 1,5% para mais ou para menos.
Os dados foram divulgados nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice de 0,07% registrado em julho é o menor para esse mês desde 2022, quando foi contabilizada uma deflação de -0,68%. Além disso, o resultado de julho é inferior ao índice de 0,16% observado em junho.
No acumulado do ano, a inflação pelo IPCA atingiu 3,44%. As projeções do mercado indicam uma expectativa de queda na inflação para 5,02% até o final de 2026, conforme apontado pela última sondagem do Boletim Focus, divulgada pelo Banco Central.
Os resultados mensais da inflação em 2026 foram os seguintes: janeiro com 0,33%; fevereiro com 0,70%; março com 0,88%; abril com 0,67%; maio com 0,58%; junho com 0,16%; e julho com 0,07%.
O Governo Federal definiu a meta de inflação em 3%, com uma margem de erro de 1,5%. Assim, o índice acumulado nos últimos 12 meses ficou 0,01% abaixo do teto estipulado.
Os preços dos alimentos desempenharam um papel significativo na redução da inflação em julho, apresentando uma queda de 0,67%, o que impactou em -0,14 ponto percentual no índice oficial. Este foi o segundo mês consecutivo em que os preços dos alimentos mostraram deflação, após um recuo de 0,24% em junho. Os produtos que mais contribuíram para essa redução foram o tomate, com queda de -29,09%, a batata inglesa, com -19,59%, a cenoura, com -14,41%, e o café moído, com -2,45%.



