O candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, declarou na última terça-feira (11) que está pronto para participar dos debates com o presidente Lula, do PT. Em conversa com jornalistas, Flávio afirmou: "Onde Lula estiver, nós estaremos com ele", antes de se reunir com os candidatos do PL ao Senado em Brasília.
A presença de Flávio nos debates ganha relevância após sua ausência na sabatina promovida pelo G1 e pela GloboNews, evento que também não contou com a participação de Lula. Em relação às suas conexões com Daniel Vorcaro, proprietário do banco Master, Flávio direcionou as críticas ao presidente Lula, argumentando que este deveria prestar esclarecimentos sobre as acusações que envolvem seu filho, que é acusado de desviar recursos destinados aos aposentados do INSS.
Flávio Bolsonaro questionou a postura de Lula ao se reunir com figuras como Augusto Lima e Gabriel Galípolo, sugerindo que houve um entendimento para não vender o banco para outra instituição, em troca de garantias sobre a troca de presidência no Banco Central. "Grandes figurões do PT é que devem explicações. Eu não devo explicação nenhuma", destacou o candidato.
Além disso, Flávio voltou a criticar o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmando que o impeachment do magistrado se tornou um tema de debate eleitoral. Durante a reunião com os candidatos ao Senado, ele questionou se eles apoiavam a ideia de impeachment, recebendo gritos de apoio à sua proposta, como "Fora, Moraes".
O candidato também criticou a condução do inquérito das fake news, acusando Moraes de atuar de forma politicamente tendenciosa. Flávio enfatizou que os demais candidatos serão cobrados nas eleições sobre suas posições em relação ao ministro do STF.



