TOPO SITE - NAO MUDAR
TOPO SITE - NAO MUDAR
Últimas Notícias

Incêndios históricos de São Paulo são recontados em nova obra de Adriano Dolph

O livro 'Fevereiro em chamas' traz relatos detalhados sobre incêndios marcantes como o do Edifício Joelma, com ênfase na cobertura da Jovem Pan em 1974....
andraus03.132301

O jornalista Adriano Dolph lançou o livro "Fevereiro em chamas" (RG Editores), que reconta incêndios notórios ocorridos em São Paulo, entre eles os do Edifício Andraus em 1972, do Joelma em 1974 e do Grande Avenida em 1981. A obra foi elaborada a partir de uma pesquisa meticulosa, com análise de quase dez mil páginas de documentos, incluindo arquivos de jornais e da ditadura militar, além da consulta a mais de duas mil fotografias e a realização de quarenta entrevistas. Dolph enfatiza que as informações coletadas foram cruciais para revelar detalhes inéditos sobre essas tragédias.

O incêndio no Edifício Joelma, que ocorreu em primeiro de fevereiro de 1974, se destacou pela gravidade, resultando em um número de vítimas superior ao do incêndio no Andraus, que em 1972 causou a morte de 16 pessoas. Na cobertura da tragédia, a Folha de S.Paulo estampou na edição seguinte a manchete: "De novo, e muito pior". Em entrevista ao programa "Memória da Pan", Adriano Dolph elogiou a atuação da Jovem Pan, que foi a primeira emissora a chegar ao local do incêndio. O repórter Milton Parron e o operador de áudio Natal Baldini chegaram ao local às 8h50, apenas cinco minutos após o primeiro aviso ao Corpo de Bombeiros.

A equipe da Jovem Pan utilizou um equipamento inovador para a época, que permitia a transmissão ao vivo de entrevistas e boletins, tendo como fonte de energia a bateria do carro. O repórter Milton Parron registrou os acontecimentos com precisão, proporcionando aos ouvintes uma compreensão clara da magnitude do incêndio no Edifício Joelma. Dolph destacou que, enquanto narrava os eventos, Parron também se dedicava à verificação das informações, exemplificando um dos princípios fundamentais do jornalismo.

A tragédia do Joelma gerou controvérsias em relação ao número de mortos. Dolph abordou essa questão, afirmando que a discrepância nos dados oficiais sempre o incomodou. Enquanto jornais sensacionalistas falavam em até 200 vítimas, a Polícia Técnica registrou 187 laudos de necroscópicos, sendo que o Corpo de Bombeiros apontou 189 mortes. O número oficial de laudos do Instituto Médico Legal (IML) indicava 181 vítimas. O autor revelou ainda que algumas pessoas inicialmente reportadas como falecidas estavam, na verdade, vivas, como foi o caso de Eduardo Moacir Forneret, que na época tinha apenas 24 anos.

O livro "Fevereiro em chamas" é uma contribuição significativa para a memória coletiva sobre os incêndios que marcaram a história de São Paulo, apresentando uma narrativa rica em detalhes e informações que ajudam a entender a dimensão desses eventos trágicos.

Leia Mais

Últimas Notícias

Pesquisa aponta Wellington Fagundes na frente na disputa pelo governo de Mato Grosso

12 de agosto de 2026
Levantamento da RealTime Big Data indica Wellington Fagundes liderando a corrida eleitoral em Mato Grosso com 34% das intenções de...
Últimas Notícias

Donald Trump revela troca de voo por segurança em visita à Turquia

12 de agosto de 2026
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, admitiu ter mudado de aeronave em sua saída da Turquia por recomendação do...
Últimas Notícias

Colisão entre caminhões em Nova Laranjeiras provoca saque e confronto policial

12 de agosto de 2026
Um acidente entre dois caminhões na BR-277, em Nova Laranjeiras, levou a um saque de carga e um confronto com...
Últimas Notícias

Suspeito de estuprar jovem em ônibus é detido no Rio de Janeiro

12 de agosto de 2026
Um homem de 40 anos foi preso após estuprar uma adolescente de 17 anos enquanto ela dormia em um ônibus...

PUBLICIDADE

LATERAL QUADRADA - NAO MUDAR
LATERAL QUADRADA - NAO MUDAR