Osmar Ricardo Cabral Barreto, uma figura proeminente no Partido dos Trabalhadores (PT) Em Pernambuco e atual presidente licenciado do Diretório Municipal da legenda no Recife, concedeu uma entrevista ao jornalista Raul Holderf Nascimento, na qual discutiu sua longa trajetória política e as tensões entre petistas e socialistas no estado. Durante a conversa, ele fez importantes afirmações sobre a estratégia eleitoral do PT para as eleições de 2024.
Um dos principais pontos abordados por Osmar Foi a confirmação de que o presidente Lula não estará presente no palanque de João Campos durante o primeiro turno da disputa pelo governo de Pernambuco. Ele destacou que essa decisão não se limita apenas ao estado, mas reflete uma estratégia mais ampla do núcleo nacional do PT, que está avaliando cuidadosamente as alianças em diversos locais.
Osmar também mencionou a tentativa do ex-prefeito do Recife de expulsá-lo do partido, o que ilustra a insatisfação de alguns setores do PT com a condução política do PSB. Ele fez críticas à gestão da Prefeitura do Recife e expressou preocupações sobre os conflitos internos que marcaram sua trajetória dentro do partido, além de analisar o atual panorama político Em Pernambuco.
Ele acredita que uma eventual derrota do PSB nas próximas eleições poderia modificar a dinâmica de poder entre a esquerda e permitir que o PT reassuma um papel de maior destaque político no estado. Para Osmar, essa mudança é necessária para que o PT possa reivindicar um espaço mais significativo na política pernambucana nas próximas gerações.
Além disso, Osmar Ricardo observou que há uma estratégia constante do grupo de João Campos para associar sua imagem à de Lula, citando como exemplo a presença do ex-presidente nacional do PSB em eventos promovidos pelo PT. No entanto, ele enfatizou que as diferenças entre os dois partidos são significativas e que a aproximação com Raquel Lyra, do PSDB, é circunstancial.
Com seis mandatos na Câmara Municipal do Recife e uma longa trajetória no PT, a postura de Osmar é vista não apenas como uma ruptura, mas como uma continuidade de sua militância. A resistência em apoiar João Campos é também uma luta pelo espaço que o PT construiu Em Pernambuco, o qual foi reduzido ao longo dos anos devido à hegemonia do PSB e das forças políticas ligadas às famílias Arraes e Campos.



