O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), oficialmente candidato à Presidência da República, realizou na madrugada deste domingo, 16, sua primeira transmissão ao vivo de campanha pela internet. Durante a live de 20 minutos no YouTube, ele criticou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o Supremo Tribunal Federal (STF), além de exaltar os feitos de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Flávio fez promessas aos eleitores, incluindo a redução do número de ministérios e a classificação de facções criminosas como grupos terroristas.
Em suas críticas à gestão petista, Flávio enfatizou que o atual governo é composto por pessoas corruptas e que não se preocupam com o bem-estar da população. Ele afirmou que a situação do Brasil é crítica e declarou: "Ou o Brasil vence ou o PT acaba com o Brasil". O senador também se comprometeu a reduzir a carga tributária e a incentivar o empreendedorismo, em contraste com a administração atual.
No que diz respeito ao STF, Flávio Bolsonaro se referiu a uma decisão monocrática do ministro Alexandre de Moraes, que expôs a fonte do jornalista Luís Pablo. Este jornalista havia publicado reportagens sobre Flávio Dino, ministro do STF, e seu suposto uso irregular de carro oficial do Tribunal de Justiça do Maranhão. O candidato criticou a decisão de Moraes, afirmando que a liberdade de imprensa está sendo ameaçada por uma ação que considera inconstitucional.
Flávio também destacou que o futuro presidente terá o poder de indicar quatro ministros para o STF. Ele garantiu que suas indicações atenderão a dois critérios principais: ser contra o aborto e rejeitar a legalização das drogas. Essas promessas visam alinhar a composição do tribunal com suas convicções pessoais.
Durante a live, o senador exaltou o governo de Jair Bolsonaro, dizendo que ele conseguiu entregar resultados significativos ao país. Além disso, Flávio anunciou que pretende classificar facções como o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital como grupos terroristas, uma estratégia que já está sendo adotada pelos Estados Unidos, mas que enfrenta críticas por parte do governo Lula.
O candidato revelou ainda que, desde que intensificou sua postura contra o crime organizado, já recebeu cerca de 1,8 mil ameaças de morte. "Estou colocando a minha vida em risco", afirmou durante a transmissão.



