A varejista de moda rápida Shein confirmou sua intenção de realizar uma oferta pública inicial (IPO) na Bolsa de Valores de Hong Kong, programada para o dia 1º de setembro. A companhia espera captar até 13,86 bilhões de dólares honcongueses, equivalente a R$ 9 bilhões, através da venda de 280 milhões de ações.
Os papéis serão ofertados a um preço que varia entre 47,60 e 49,50 dólares honcongueses cada, o que pode elevar a capitalização de mercado da empresa a R$ 138 bilhões, ou aproximadamente 210,3 bilhões de dólares. Esta movimentação representa um passo importante para a Shein, que busca diversificar suas fontes de financiamento e aumentar sua base de investidores, visando sustentar o crescimento em mercados internacionais e impulsionar investimentos em tecnologia.
Fundada na China e atualmente com sede em Singapura, a Shein possui uma presença significativa no mercado global, incluindo o Brasil. No entanto, a empresa enfrenta desafios regulatórios em regiões como os Estados Unidos e a Europa, principalmente relacionados a questões trabalhistas e ambientais.
Embora tenha considerado abrir seu capital em Nova York ou Londres, os planos não avançaram, sendo que a cotação em Hong Kong foi aprovada por autoridades chinesas em julho passado. O cenário atual do mercado, no entanto, difere daquele em que a Shein experimentou sua rápida expansão, refletindo em seus resultados financeiros recentes.
A empresa registrou um lucro líquido de US$ 2,06 bilhões em 2025, mas enfrentou um prejuízo de US$ 99 milhões no primeiro trimestre de 2026. Essa queda nos lucros é atribuída, em parte, à desaceleração nas vendas, que foram afetadas pela repressão nos Estados Unidos.



