O salário mínimo, segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, deverá ser elevado para R$ 1.741 em 2027. A nova estimativa será incorporada no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA), que está previsto para ser enviado ao Congresso Nacional até o dia 31 de agosto.
Esse valor representa um aumento de R$ 120, correspondente a 7,4%, em relação aos atuais R$ 1.621. A previsão também é R$ 24 superior à estimativa anterior de R$ 1.717, que havia sido apresentada no projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) em abril.
O reajuste projetado terá impacto significativo nas contas públicas, uma vez que o salário mínimo serve como referência para diversos benefícios previdenciários e assistenciais. Uma elevação superior à inflação não apenas aumenta o poder de compra dos trabalhadores, mas também dos beneficiários que dependem do salário mínimo para sua subsistência. Durigan enfatizou que a medida busca privilegiar a população mais carente, refletindo um compromisso com a Previdência e os benefícios sociais que são atrelados ao piso salarial.
Os R$ 1.741 ainda são uma projeção, e o valor final será determinado no final de 2026, após a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado até novembro. O INPC é um indicador que mede a inflação para famílias com renda de até oito salários mínimos. A metodologia atual combina o índice inflacionário com um ganho real de 2,5%, respeitando os limites estabelecidos pela legislação.
Além disso, o aumento do salário mínimo também representa uma pressão adicional sobre as despesas do governo, já que aproximadamente 45% dos benefícios do Regime Geral da Previdência Social (RGPS) são indexados ao salário mínimo. Essa alta impactará pagamentos como aposentadorias e pensões.
Durigan afirmou que a elaboração do Orçamento de 2027 levará em consideração esse cenário e que o governo se empenha em manter o ganho real previsto para o salário mínimo, ao mesmo tempo em que busca controlar o crescimento de outras despesas obrigatórias. O ministro destacou que a previsão é que o aumento das despesas obrigatórias seja ligeiramente inferior ao crescimento geral do orçamento.



