A Procuradoria do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) formalizou uma denúncia contra o Santos Futebol Clube em razão de um incidente ocorrido no último domingo (23/8) durante a partida contra o Mirassol, que terminou em empate por 1 a 1. O episódio envolveu um torcedor que cuspiu no lateral Reinaldo durante a cobrança de um lateral, na Vila Belmiro, pelo Campeonato Brasileiro. O julgamento do clube está agendado para esta quinta-feira pela 4ª Comissão Disciplinar da entidade.
O Santos foi enquadrado no artigo 213 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que aborda a responsabilidade dos clubes em adotar medidas para prevenir e reprimir desordens nas praças esportivas. As sanções previstas nesse artigo variam de R$ 100 a R$ 100 mil. Além disso, a Procuradoria também considerou o parágrafo I do mesmo artigo, que estipula punições mais severas em casos de maior gravidade, podendo resultar na perda do mando de campo por um a dez jogos.
O incidente ocorreu aos 25 minutos do primeiro tempo, quando Reinaldo se preparava para realizar a cobrança de um arremesso lateral. A árbitra Edina Alves registrou a ocorrência na súmula, relatando que a cusparada partiu da torcida do Santos, mas não foi possível identificar o autor do ato naquele momento. "Informo que, aos 25 minutos do primeiro tempo, o atleta Reinaldo Manoel da Silva, número 6 da equipe do Mirassol, levou uma cusparada no momento que ia realizar um arremesso lateral", destacou a árbitra.
Na segunda-feira, o Santos informou que conseguiu identificar o torcedor responsável pelo ato e que os dados foram enviados às autoridades competentes. O clube também está avaliando medidas disciplinares contra o torcedor, o que pode ser relevante para sua defesa no julgamento.
Além da acusação referente ao comportamento do torcedor, o STJD também denunciou o Santos por atrasos no início e reinício da partida. O clube foi enquadrado no artigo 206 do CBJD, que prevê multas de R$ 100 a R$ 1 mil por minuto de atraso. De acordo com a súmula, o Santos demorou cinco minutos para entrar em campo antes do protocolo pré-jogo, resultando em quatro minutos de atraso no início da partida. Após o intervalo, as equipes também se atrasaram em um minuto para retornar, fazendo com que o segundo tempo começasse dois minutos depois do horário estipulado.
Dessa forma, o julgamento que ocorrerá na quinta-feira (27/8) determinará as penalidades que o Santos Futebol Clube enfrentará em relação aos dois episódios registrados durante a partida contra o Mirassol.



