O Corinthians, em meio a uma janela de transferências, teve acesso a propostas envolvendo os jogadores El Shaarawy e Tiémoué Bakayoko, ambos com experiência nas seleções da Itália e da França, respectivamente. Contudo, as negociações não avançaram devido a restrições financeiras e ao transfer ban que o clube enfrenta.
Marcelo Paz, o executivo de futebol do Corinthians, confirmou que ambos os atletas foram oferecidos à equipe. Em declaração, ele mencionou que a diretoria buscou informações sobre as possibilidades de contratação, mas não poderia registrar novos jogadores enquanto as penalizações estivessem em vigor. "Foi algo que aconteceu, mas não poderíamos contratar naquele momento até pelo transfer ban. O Bakayoko e El Shaarawy foram oferecidos ao Corinthians. Dois grandes jogadores de impacto mundial. Tem mais, mas vou segurar aqui (risos)", destacou Paz.
Além das ofertas, o executivo esclareceu que o Corinthians estabeleceu uma ordem de prioridades em relação aos recursos que pode arrecadar. O foco inicial é regularizar os compromissos com os jogadores, e somente após isso, tratar das dívidas que resultaram nos transfer bans. "Não poderíamos negociar, buscamos informações internamente, mas não poderíamos negociar devido ao transfer ban. Priorizamos os salários dos jogadores, o primeiro recurso que aparecer será para pagar os salários e, depois, o transfer ban. Foram nomes que chegaram pela grandeza do clube", completou.
El Shaarawy, aos 33 anos, está livre no mercado e tem um histórico que inclui passagens por clubes como Genoa, Milan, Monaco e Roma, além de uma experiência no futebol chinês. Por outro lado, Tiémoué Bakayoko, com 32 anos, também se encontra sem clube. O volante começou sua carreira no Rennes e teve um desempenho notável no Monaco, jogando ao lado de Kylian Mbappé. Sua trajetória inclui passagens por Chelsea, Milan, Napoli e Lorient, e na última temporada, atuou pelo PAOK.
A crise financeira do Corinthians é um fator relevante nesse contexto. Atualmente, o clube enfrenta três transfer bans, sendo dois impostos pela Fifa e um pela CBF, devido ao descumprimento de determinações da CNRD. Estas sanções impedem o registro de novos jogadores. A situação é agravada pelas dívidas acumuladas, que são estimadas em R$ 2,7 bilhões, e incluem atrasos nos direitos de imagem do elenco masculino, além de pendências relacionadas a férias e premiações.



