O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, anunciou neste sábado (12) a ativação da Controladoria-Geral do Município com o objetivo de investigar a validade do alvará do prédio que desabou na Penha, localizado na zona leste da cidade. Em uma coletiva de imprensa, Nunes revelou que a estrutura, que era antiga, deveria ter passado por demolição, a qual, segundo relatos de moradores, não ocorreu.
Durante a entrevista, o prefeito expressou sua preocupação com a situação e destacou que, após receber informações da população, decidiu acionar a controladoria para verificar se o alvará assinado por uma funcionária da Subprefeitura da Penha é legítimo. Ele afirmou: “Se aquele documento for falso, essa pessoa também vai responder civil e criminalmente pelo ato que fez”.
Em resposta a questionamentos sobre declarações do advogado da construtora, que afirmou que a empresa não realizou a demolição, Nunes considerou que isso representa uma confissão de crime. O prefeito também mencionou que o imóvel desabado pertence a um pai e a um filho, sendo que o filho era o engenheiro responsável pela obra.
A polícia já está ciente da situação e, conforme afirmou Nunes, tomará as devidas providências, incluindo a emissão de voz de prisão aos proprietários pela responsabilidade no incidente. A segurança pública será uma prioridade neste caso, dada a gravidade do acontecimento e as implicações legais que podem surgir a partir da investigação do alvará.
O desabamento do prédio na Penha levanta questões sobre a fiscalização e a regularização de edificações na cidade, especialmente em áreas onde o crescimento urbano se intensifica. A apuração das responsabilidades e a verificação da autenticidade dos documentos são passos cruciais para evitar que situações semelhantes ocorram no futuro. A comunidade local aguarda com expectativa os desdobramentos dessa investigação e as medidas que podem ser adotadas pela administração municipal para garantir a segurança dos cidadãos.



