O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, declarou que a guerra contra o Irã está prestes a entrar em uma "fase muito diferente" em um futuro próximo. Ele ressaltou que o objetivo de Washington agora é evitar que Teerã recupere sua capacidade militar. Vance afirmou: "Não podemos prever o futuro, mas acho que o presidente está certo ao dizer que isso entrará em uma fase muito diferente em alguns meses". Ele também mencionou que o governo americano considera a primeira etapa da guerra concluída.
Vance caracterizou essa primeira fase como uma ofensiva voltada para a destruição ou degradação do programa nuclear iraniano, bem como das forças militares convencionais do país e sua habilidade de projetar poder na região. A segunda fase, de acordo com o vice-presidente, será dedicada a assegurar que o Irã não consiga se rearmar e a manter a estabilidade global na região.
Essas afirmações de Vance coincidem com a declaração de Donald Trump, que indicou que o conflito poderia mudar de rumo após as eleições legislativas americanas marcadas para 3 de novembro. Contudo, Vance não especificou que o confronto necessariamente terminaria nesse período.
A nova fase sugerida por Vance implica uma mudança nas prioridades do governo dos EUA, que passaria de grandes operações militares para uma estratégia de contenção, focando em impedir que o Irã reponha suas armas, mísseis e outras capacidades militares perdidas ao longo do conflito. A guerra teve início em 28 de fevereiro, com ataques conjuntos dos Estados Unidos e Israel ao Irã, e desde então, o conflito apresentou variações na intensidade e afetou o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, uma rota crucial para o comércio de petróleo e gás.
O vice-presidente também comentou que as principais operações de combate duraram cerca de seis semanas, período em que os Estados Unidos conseguiram reduzir substancialmente a capacidade de produção de defesa do Irã. No entanto, os confrontos ainda persistem. Recentemente, os ataques entre Estados Unidos e Irã se intensificaram novamente, principalmente nas proximidades do Estreito de Ormuz, onde Washington mantém um bloqueio ao comércio marítimo iraniano.
A região do Estreito de Ormuz, por onde transitava cerca de um quinto do petróleo e do gás comercializados globalmente antes do início da guerra, se tornou um ponto crítico de pressão econômica no conflito. A declaração de Vance evidencia que o governo americano não considera o término das grandes operações militares como o fim da disputa, mas sim como uma transição para uma nova fase de pressão sobre o Irã, visando impedir a reconstrução de sua estrutura militar.



