O dia 15 de outubro se destacou como um marco na crise institucional do Supremo Tribunal Federal (STF), evidenciado por um ambiente repleto de falta de decoro, insultos e discursos políticos em meio a uma sessão tumultuada. No entanto, o que se observou foi uma ausência de debate sobre o ponto central: a necessidade de investigar o ministro Alexandre de Moares.
A atuação de aliados de Moares, incluindo Flávio Dino e Gilmar Mendes, foi estratégica para desviar a atenção do julgamento que envolvia a conduta do ministro. A sessão, que deveria ter como foco a investigação contra Moares, foi transformada em um embate sobre a conduta do ministro André Mendonça, em uma manobra que buscava confundir os presentes.
Após um pedido de Dino a Mendes, a proposta de discutir a investigação de Moraes ficou em segundo plano, levando os ministros a debater se a abertura de investigação deveria ser tratada em conjunto com o caso de Mendonça. Essa mudança de foco foi considerada uma manobra para evitar a investigação do ministro.
Perante a iminente derrota, Flávio Dino, surpreendendo a todos, pediu vistas do processo, mesmo após ter proferido seu voto. Com isso, a decisão sobre a investigação de Alexandre de Moares foi adiada para um prazo de 90 dias.
Os defensores de Moares no STF, formados por Dino, Zanin e Gilmar, conseguiram o que almejavam: a não investigação do ministro. Esse desfecho foi visto como uma vitória do corporativismo e do patrimonialismo, representando uma derrota para a sociedade brasileira que esperava uma resposta clara sobre a conduta de Moares.



