Toto Wolff, Chefe da Mercedes na Fórmula 1, abriu sobre sua experiência com a depressão, que começou aos 18 anos. Em uma conversa no podcast britânico High Performance, ele compartilhou como essa condição afetou sua vida e carreira, destacando a importância de buscar ajuda profissional.
Wolff relatou que, durante anos, lidou com cenários negativos e não compreendia a gravidade de seus sentimentos. A situação se intensificou a ponto de ele decidir consultar um psiquiatra e, posteriormente, um psicólogo. Esse apoio foi crucial para que ele pudesse entender suas emoções e desenvolver ferramentas para enfrentar os momentos mais desafiadores.
Descrevendo a depressão, o dirigente caracterizou a experiência como uma sensação de escuridão e falta de perspectiva. Ele destacou que, em períodos críticos, enfrentava dificuldades para dormir e acordava sem esperança quanto ao futuro. A mudança em sua vida começou quando percebeu que não conseguiria superar esses desafios sem assistência profissional.
Embora tenha encontrado ajuda, Wolff enfatizou que não pretende abrir mão do ceticismo que sempre teve. Para ele, o pensamento de que algo pode dar errado é um mecanismo que o mantém realista e evita que pessoas em posições de destaque percam a conexão com a realidade. A chave, segundo ele, é não permitir que esse ceticismo se transforme em um sofrimento prolongado.
Além de compartilhar sua experiência pessoal, Wolff defendeu a necessidade de uma conversa mais franca sobre saúde mental na Fórmula 1. Ele mencionou que pilotos como Lewis Hamilton, Lando Norris e George Russell já falaram publicamente sobre suas dificuldades emocionais, e acredita que isso pode ajudar outros a entender que o sucesso profissional não é um escudo contra problemas dessa natureza.
O papel da família também foi destacado por Wolff, que reconheceu a importância da esposa, Susie Wolff, como um suporte essencial durante os momentos difíceis. Ele ressaltou que amigos próximos também desempenharam um papel significativo em seu processo de recuperação.



