O ex-vereador Milton Leite, que também ocupou a presidência da Câmara Municipal de São Paulo, permanece detido após audiência de custódia realizada neste sábado (19). A decisão foi confirmada após a análise de que não houve irregularidades no cumprimento do mandado de prisão que o envolve na Operação Vectura Corrupta.
Leite se apresentou à polícia na sexta-feira (18), na cidade de Mogi das Cruzes, localizada na Grande São Paulo. Sua prisão temporária foi decretada um dia antes, em decorrência das investigações que apuram a suposta infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) em empresas do setor de transporte público.
Antes da entrega de Leite, a Polícia Civil realizou diligências em Sorocaba, onde buscava localizá-lo na residência de um assessor vinculado ao deputado estadual Milton Leite Filho, seu filho. Apesar das buscas, o ex-parlamentar não foi encontrado, mas a operação resultou na apreensão de R$ 287 mil e US$ 89 mil em espécie, que agora serão analisados no contexto da investigação.
A Operação Vectura Corrupta, deflagrada na quinta-feira (17), conta com o apoio do Ministério Público e visa desmantelar uma rede que, segundo os investigadores, liga membros do PCC ao sistema de transporte público de São Paulo. Milton Leite é mencionado como um dos responsáveis pela operação de empresas que supostamente estariam sob controle da facção criminosa.
Além de Leite, a operação também investiga Levi dos Santos Oliveira, ex-presidente da SPTrans. No total, 16 mandados de prisão foram emitidos, e essa ação é considerada um desdobramento da Operação Decurio, que começou em agosto de 2024 e revelou uma rede de comunicação usada pelo PCC para manter contato entre os integrantes detidos e aqueles em liberdade.



