No mesmo dia, a publicação trouxe informações sobre a resolução do problema da concentração dos jogadores. A reportagem destacou que, graças à intervenção do desportista Armando Barcellos, tudo foi solucionado. A Casa dos Arcos, residência de Ernanny, foi disponibilizada para a seleção, e dirigentes da CBD, incluindo Flávio Costa, Castello Branco e Amílcar Giffoni, visitaram o local para as primeiras adequações.
A Casa dos Arcos, situada em uma área afastada do centro do Rio de Janeiro, recebeu os jogadores em 31 de maio de 1950, com um churrasco de boas-vindas. No entanto, em 20 de junho, após um segundo treino no recém-inaugurado Maracanã, o técnico Flávio Costa decidiu desmobilizar a concentração No Joá temporariamente, levando os atletas de volta a São Januário. A decisão foi justificada pela necessidade de um preparo intensivo para a Copa, e o Departamento Médico vetou a volta ao Joá, alegando que a temperatura no local era muito baixa.
Às vésperas do jogo contra o Uruguai, marcado para 16 de julho de 1950, a concentração em São Januário se tornou tumultuada devido à presença de torcedores e políticos, em um cenário eleitoral. A seleção brasileira acabou perdendo a partida por 2 a 1, em uma virada histórica. Durante muitos anos, os jogadores atribuíram a falta de tranquilidade em São Januário como uma das razões para a derrota, responsabilizando Flávio Costa pela mudança do ambiente calmo do Joá.
Entretanto, uma análise cuidadosa das publicações da época revela que a equipe passou mais tempo em São Januário do que na Casa dos Arcos durante o torneio. Entre 24 de junho e 16 de julho, os jogadores ficaram apenas três noites na Barra da Tijuca, levantando questionamentos sobre a relação entre a concentração e o desempenho da seleção brasileira na Copa do Mundo de 1950.



