A presença de animais silvestres nas áreas urbanas tem se tornado cada vez mais comum. Onças-pintadas são frequentemente vistas na área de visitação do Parque Nacional do Iguaçu, acompanhadas por quatis, antas, veados e macacos. Em centros urbanos, macacos e aves como gaviões e saracuras também têm sido avistados em condomínios e áreas próximas às matas.
A bióloga Yara Barros, coordenadora do Projeto Onças do Iguaçu, explica que algumas espécies se adaptam a ambientes alterados e passam a habitar áreas urbanas em busca de alimento e abrigo. Essa mudança de comportamento é, em parte, percebida devido ao aumento das gravações e compartilhamentos em redes sociais.
Barros destaca a importância de corredores ecológicos entre grandes matas e áreas protegidas para a preservação dos animais silvestres. Esses corredores permitem que os animais se desloquem e mantenham a diversidade genética, essencial para a sobrevivência a longo prazo. No entanto, é necessário também restaurar habitats e envolver as comunidades na proteção da fauna.
Um exemplo de iniciativa positiva é o Corredor Ecológico Santa Maria, criado em 2001, com 976 hectares que conectam áreas de preservação e reflorestamento. Esse corredor já conta com a plantação de 128 mil árvores nativas, contribuindo para a conservação da biodiversidade na região.



