A análise dos acidentes fatais revela um padrão recorrente: ocorrências no período noturno; pista seca; trechos de reta. São três indicadores de forte presença de comportamentos de risco. A colisão frontal segue como o tipo mais letal, frequentemente associada à invasão de pista contrária e à baixa percepção de perigo em retas. Atropelamentos noturnos também aparecem entre os principais casos, agravados pela falta de iluminação.
O acidente mais grave da operação ocorreu no primeiro dia, em Mandirituba, na BR-116. Uma colisão frontal entre dois carros matou dois ocupantes de um dos veículos, em um trecho de pista simples. O motorista do outro automóvel foi socorrido em estado grave.
A fiscalização intensificada também revelou um cenário preocupante de infrações. Ao todo, 6.833 condutores foram flagrados acima do limite de velocidade. Outros 256 ocupantes estavam sem cinto de segurança, e 28 crianças eram transportadas sem o dispositivo adequado.
Além disso, 309 veículos circulavam sem licenciamento; 225 caminhoneiros foram autuados por uso irregular de faixas; 111 motoristas dirigiam sem habilitação, e 57 estavam com o documento vencido há mais de 30 dias. A PRF também flagrou 174 ultrapassagens proibidas.


