O governo brasileiro confirmou o avanço das etapas que permitirão a assinatura do acordo comercial entre União Europeia e Mercosul. O acordo prevê a convergência de dois blocos que somam cerca de 720 milhões de consumidores e um PIB estimado em US$ 22 trilhões. A aprovação europeia representa um gesto político robusto e recoloca o Mercosul no radar global após sucessivas frustrações diplomáticas ao longo de 2025. A UE ainda precisará cumprir etapas sensíveis, incluindo a aprovação do Parlamento Europeu, onde setores ambientalistas e agrícolas já indicaram disposição para contestar os termos. Críticas similares foram responsáveis por engavetar tentativas anteriores de assinatura. O governo brasileiro considera o acordo como “histórico” e ressaltou o papel geopolítico do acordo como alternativa ao protecionismo crescente em grandes economias. O acordo tende a ampliar o acesso a mercados, atrair investimentos e aumentar a competição, movimento que ajuda a pressionar preços internos e melhorar a produtividade. O Paraguai deve ser o anfitrião da assinatura formal nos próximos dias, e o tratado seguirá para análise dos Parlamentos nacionais e do Parlamento Europeu. O caminho até a implementação definitiva será longo e sujeito a disputas, com negociações sobre tarifas industriais, salvaguardas e padrões ambientais continuando a determinar o ritmo do processo.

