O advogado Roberto Delamanto criticou as restrições impostas a Jair Bolsonaro na prisão domiciliar humanitária e afirmou que tais medidas extrapolam o que prevê a legislação brasileira. "Trata-se de perseguição política. Esse tipo de conduta denota claramente a existência de viés político neste caso, e não há a quem recorrer — é isso que vivenciamos no Brasil."
Delamanto também destacou tratamento distinto em relação a Fernando Collor de Mello, que foi preso em maio de 2025. "Já com Collor, as exigências se limitaram ao uso de tornozeleira eletrônica, à necessidade de autorização para saídas e à restrição de visitas," disse. "E agora se trata de execução de pena, não de medida cautelar ou prisão provisória."
O jurista também criticou a responsabilização do ex-presidente por atos de terceiros, afirmando que isso configura "perseguição política" e fere o "princípio internacional do direito de que a pena não pode passar da pessoa do condenado".
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