Os advogados de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, solicitaram ao Supremo Tribunal Federal (STF) que a Polícia Federal (PF) apresente as informações que fundamentaram o pedido de prisão preventiva do banqueiro, realizado na quarta-feira (4) durante a terceira fase da Operação Compliance Zero. A defesa alega não ter tido acesso prévio aos elementos que justificaram a prisão.
A defesa pediu detalhes sobre as mensagens atribuídas a Vorcaro mencionadas no pedido de prisão, além de informações sobre um suposto grupo de mensagens chamado "A Turma" e se o banqueiro fazia parte dele. Também foram solicitados esclarecimentos sobre as datas das supostas invasões de sistemas e a identificação de documentos que sustentariam a afirmação de bloqueio de R$ 2,2 bilhões em conta atribuída ao pai de Vorcaro.
De acordo com a PF, Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, era responsável pelos pagamentos que mantinham uma estrutura de vigilância e intimidação a pessoas que contrariam os interesses financeiros do banqueiro. Um dos beneficiários seria Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como Sicário, que recebeu pagamentos mensais de R$ 1 milhão.
Mourão foi preso na quarta-feira e, após tentativa de autoextermínio na carceragem da PF em Minas Gerais, recebeu atendimento médico. A PF abriu um inquérito para investigar a morte de Mourão, um dos alvos da operação que apura fraudes envolvendo o Banco Master.

